
Normas e diretivas



Exigências relativas ao vestuário de proteção química cujos elementos de ligação entre as diferentes partes do vestuário são estanques aos líquidos (tipo 3) ou às pulverizações (tipo 4), incluíndo os artigos de vestuário protegendo só algumas partes do corpo (Tipos PB (3) e PB (4)).
Esta norma especifica as exigências mínimas pedidas aos diferentes tipos de vestuário de proteção química de uso limitado ou de reutilização:This standard sets out the minimum requirements for the following types of limited use and reuseable chemical protective clothing:
- Vestuário protegendo o corpo todo com ligações estanques aos líquidos entre as diferentes partes do vestuário (Tipo 3: vestuário estanque aos líquidos);
- Vestuário protegendo o corpo todo com ligações estanques às névoas entre as diferentes partes do vestuário (Tipo 4: vestuário estanque às névoas).
| NORMA | TIPO | PROTECÇÃO QUÍMICA |
| EN13034 | 6 | Contra salpicos |
| EN ISO 13982-1 | 5 | Contra poeiras (amianto) |
| EN14605 | 4 | Contra névoas |
| EN14605 | 3 | Contra jactos |
| TESTE | |||||
| Desempenho geral | Testes e Desempenhos Específicos |
Nível de proteção | |||
| 3a | 4a | 5 | 6a | ||
| Exigências de desempenho para o vestuário completo |
Pressão interna | - | - | - | - |
| Fuga para o interior | - | - | X | - | |
| Penetração por um jacto de líquido | X | - | - | - | |
| Penetração por névoa (vaporização de liquido) | - | X | - | - | |
| Contra as poeiras | - | - | X | - | |
| Penetração por névoa (pulverização ligeira) | - | - | - | X | |
| Exigências de desempenho para as juntas e costuras |
Resistência mecânica | X | X | X | X |
| Resistência à permeação e a penetração por liquidos | X | X | - | - | |
| Exigências de desempenho para os materiais que constituem o vestuário |
Abrasão / Rasgo / Perfuração | X | X | X | X |
| Resistência à tracção | X | X | - | X | |
| Resistência à fissuração por flexão | X | X | X | - | |
| Resistência à fissuração por flexão a -30°C |
X opcional |
X opcional |
- | - | |
| Resistência à permeação por liquidos | X | X | - | - | |
| Resistência à penetração de líquidos | - | - | - | X | |
| Repulsão aos líquidos | - | - | - | X | |
a - Quando o equipamento de proteção protege apenas certas partes do corpo (tronco, braços, pernas), apenas são exigidos os requisitos de desempenho para os materiais que compõem o vestuário (tipo 6, 4 e 3).
PROTEÇÃO UTILIZADA SEGUNDO SOLDADURA E TÉCNICAS CONEXAS
Esta norma especifica as exigências da performance do vestuário de proteção destinado aos operadores de soldadura e técnicas conexas com os riscos comparáveis.
Este tipo de vestuário de proteção tem por objecto proteger quem o utiliza contra as pequenas projeções de metal em fusão, contacto de curta duração com chama, assim como, contra os raios ultravioletas. É destinado a estar à temperatura ambiente, de uma forma continua até 8h.
| CLASSE 1 | Proteção contra os riscos frágeis de técnicas de soldadura e situações causando pequenas projeções e calor radiante fraco. |
| CLASSE 2 | Proteção contra os riscos mais importantes e técnicas de soldadura de situações que causam maiores projeções e calor radiante mais elevado. |
| MAIVE2 | |
| EN ISO 11611 | |
|
A, A2 CLASSE 1 |
|
Exigências relativas ao vestuário de proteção química que oferece uma proteção limitada contra os produtos químicos (equipamento de tipo 6), incluindo os artigos de vestuário protegendo só algumas partes do corpo (tipo PB [6]).
Esta norma especifica as exigências mínimas relativas ao vestuário de proteção química de uso limitado ou de reutilização oferecendo uma proteção limitada. O vestuário de proteção química de uso limitado está concebido para ser utilizado em caso de exposição provável a pulverizações ligeiras, aerossóis líquidos ou de baixa pressão ligeiros salpicos, contra os quais uma barreira total à permeação dos líquidos (a nível molecular) não é necessária.
ROUPA DE PROTEÇÃO COM DISSIPAÇÃO DE CARGA ELETROESTÁTICA
Esta norma europeia especifica os requisitos relativos aos materiais e à conceção da roupa de proteção com dissipação eletroestática utilizada para completar um sistema de colocação à terra com vista a impedir as descargas incendiárias. CUIDADO : estes requisitos podem revelar-se insuficientes em ambientes inflamáveis enriquecidos em oxigénio. Esta norma não se aplica à proteção contra as tensões da rede.
O controlo da electricidade estática indesejável nas pessoas é frequentemente necessário.
O potencial eletroestático pode ter, na realidade, graves consequências no pessoal com carga, uma vez que pode ser suficientemente elevado para gerar faíscas de descargas perigosas.
Após uma avaliação dos riscos, o uso de roupa de proteção com dissipação eléctrica pode revelar-se necessário. A utilização de roupas certificadas em conformidade com a norma EN1149-5 é então adequada.
A directiva ATEX 1999/92/CE, no seu Anexo II-A-2.3 pede, nesse sentido, que os trabalhadores sejam equipados com roupa de trabalho constituída por materiais que não produzem descarga eletroestáticas, passíveis de inflamar-se em ambientes explosivos.
O potencial eletroestático pode, deste modo, ter consequências sobre os materiais sensíveis às descargas eléctricas. Neste sentido, as roupas antiestáticas são frequentemente utilizadas em locais de fabricação electrónica, montagem de semi-condutores, por exemplo. Por último, são utilizadas em locais com ambiente controlado, como ateliers de pintura automóvel, com vista a evitar a emissão de partículas que podem depositar-se na pintura das carroçarias.
A dissipação da carga antiestática pode ser levada por um tratamento que limite a formação de cargas, ou acrescentando fios de carbono ou metálicos. As pessoas que usarem roupas de proteção com dissipação de cargas eletroestáticas devem imperativamente ser ligadas à terra com uma resistência inferior à 10⁸ Ω, por exemplo, tendo calçado adequado, como sapatos de segurança indicados na norma EN ISSO 20345, ou qualquer outro meio adequado.